Presidentes e secretários (as) executivos de Associações Comerciais trocam experiências e debatem aumento de carga tributária.

Presidentes e secretários (as) executivos de Associações Comerciais trocam experiências e debatem aumento de carga tributária.

Presidentes das Associações Comerciais e Empresariais de Mato Grosso receberam informações e esclarecimentos sobre os impactos da aprovação da Lei n° 631/2019 (antigo PLC 53/2019), que aumentou a carga tributária no Estado para diversos segmentos do comércio, durante o Encontro das Associações Comerciais e Empresariais de Mato Grosso, nesta quarta-feira (14.08), no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.

O presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresarias de Mato Grosso (Facmat) e da Associação Comercial de Cuiabá (ACC), Jonas Alves, explanou sobre as discussões e as diversas reuniões que aconteceram com as demais entidades do comércio, deputados estaduais e os representantes do Governo do Estado, a fim de impedir ou ao menos minimizar o aumento de carga tributária.

“A lei precisava ser aprovada até 31 de julho. Os deputados se esforçaram para que se chegasse a um consenso com o governo, para que pudéssemos equilibrar a conta”, declarou Alves. A lei sancionada pelo governador Mauro Mendes remiu e anistiou alguns créditos tributários e também reinstituiu e revogou alguns benefícios fiscais, sendo que o aumento de carga tributária pode chegar a 30% para o setor do comércio mato-grossense.

Após a fala do presidente da Facmat, os advogados Rafael Furman e Carlos Montenegro e o contador Clayton Leão exemplificaram todas as nuances dos debates ocorridos antes da votação da lei na Assembleia Legislativa e apontaram como ela ficou.

“A Facmat tinha um posicionamento na Assembleia em relação ao crédito outorgado personalizado por segmento ou em valor maior para posterior redução pelo Executivo, de modo a manter a carga tributária, porém, foi aprovado um crédito outorgado de 12% a 15% do saldo devedor do ICMS”, explicou o assessor jurídico da Facmat, Rafael Furman.
Outros debates

INTERAÇÃO

A interação entre as Associações Comerciais é o principal objetivo do evento, que recebeu a aprovação dos presidentes. “É muito importante nos mantermos unidos e informados, principalmente agora com essa nova tributação que nos pegou desprevenidos. Quanto mais soubermos sobre tudo isso e outros assuntos de interesse, como o cadastro positivo, por exemplo, mais podemos auxiliar os nossos comerciantes que estão preocupados em manter as portas abertas”, comentou a presidente da Associação Comercial e Empresarial de Campo Verde (Acicave), Lori Glesse.

Para o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Primavera do Leste (Aciple), Ubiratan Ferreira da Silva, o encontro é positivo, pois reafirma o compromisso de associativismo da Facmat. “Nesses encontros temos a oportunidade de aprender uns com os outros, verificar o que cada um está fazendo dentro de seu município, trocar experiências e adquirir conhecimento com as palestras que nos trazem informações sobre política e economia nacional”, disse.

O mesmo pensamento tem o presidente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Rondonópolis (ACIR), Ernando Cabral. “A integração entre os presidentes das Associações é muito importante porque trocamos experiências. Também fortalecemos o sistema e damos corpo e poder ao associativismo”, afirmou Cabral.

O encontro é o primeiro para a Associação Comercial e Empresarial de Nova Nazaré, a caçula das entidades, que nasceu em 25 de março deste ano. “Somos recentes e é o nosso primeiro evento. Estou aprendendo bastante, adquirindo conhecimento que vou levar para a minha cidade”, citou a presidente Clevia Teixeira dos Santos. Nova Nazaré tem aproximadamente 4 mil habitantes e segundo a presidente, o comércio “abraçou a causa”, e iniciou, inclusive, a sua primeira campanha comercial com sorteio de uma motocicleta aos clientes.

O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sinop (ACES), Klayton Gonçalves, lembrou sobre a “Feira do Brás”, que tem se tornado comum em vários municípios do Estado, trazendo prejuízos ao comércio local. “A ACES conseguiu alterar uma lei municipal e assim impedir a feira, que agora precisa de uma validação da Associação para funcionar em Sinop”, explicou.

A Facmat já realizou uma série de reuniões com a Sefaz, outros órgãos de controle e parlamentares sobre a “Feira do Brás” e tem atuado para evitar que a mesma traga prejuízos aos empresários dos municípios.

O Encontro das Associações Comerciais e Empresariais de Mato Grosso reúne representantes das 54 entidades filiadas à Facmat. Segue até esta quinta-feira (15.08) com reuniões simultâneas e outros debates, como a Reforma Tributária Nacional. O evento encerra no período da tarde, com a participação dos presidentes e executivos no Fórum Sebrae de Negócios

Executivos das Associações Comerciais e Empresariais de Mato Grosso trocaram experiências e sugeriram novas demandas conjuntas durante a discussão do Planejamento Participativo que está sendo produzido durante o Encontro das Associações Comerciais e Empresariais do Estado, realizado pela Facmat, nesta quarta e quinta-feira (14 e 15.08), no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. A validação do Planejamento Participativo será feita nesta quinta-feira à tarde pelos presidentes das entidades.

O consultor do Sebrae Nacional, Ederaldo Ribeiro, acompanhou a dinâmica dos executivos no Planejamento Participativo e apontou ações para melhorar o desempenho das ideias sugeridas. “Em um primeiro momento, como existem experiências muito diferentes, uns com cinco meses de casa, outros com dez anos, fizemos um nivelamento das experiências para que todo mundo possa partir de uma base comum e poder discutir esse planejamento”, explica.

Segundo ele, o Planejamento Participativo das Associações se tornou comum nos dias de hoje, pois todas as pessoas devem planejar e executar funções, não apenas apontá-las. “Todo mundo contribui, oferece ideias, ou seja, o enfoque participativo quer dizer que o planejamento seja de todas as pessoas que irão executar, elas devem estar envolvidas desde o início, não só na execução”, justifica.

O executivo da Associação Comercial e Empresarial de Tangará da Serra (ACITS), Jorge Nazzari, conta que o encontro é importante porque reúne todas as Associações e promove a aproximação entre os presidentes e executivos com membros de todo o Estado. “Pela localização, não é fácil que a gente se comunique sempre, apesar de sempre mantermos contato, mas a reunião é o momento de trocar experiências e integrar, conhecer o que está acontecendo nas outras cidades e apontar soluções”, citou.

Segundo Robson Neves, executivo da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Rondonópolis (ACIR), o planejamento é importante para discutir os principais serviços das instituições. “Também fazemos um planejamento para os próximos meses e, claro, é sempre bom se manter atualizado e discutir com as outras instituições o que vem dando certo”, finaliza.